Inclusão financeira poderia injetar R$ 400 bilhões por ano no PIB do Brasil

Inclusão financeira poderia injetar R$ 400 bilhões por ano no PIB do Brasil

Aline Bronzati

01 de julho de 2020 | 05h05

Mais de R$ 400 bilhões por ano poderiam ser injetados na economia brasileira em até cinco anos com uma mudança inclusiva: a bancarização de classes sociais que estão à mercê do sistema financeiro. É o que aponta um estudo feito pela fintech alt.Bank.

O impulso ajudaria o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro a ganhar tração mais rápido, o que não tem acontecido – e que fica ainda mais difícil por conta dos estragos econômicos gerados pela pandemia. Conforme o estudo, seria possível acrescentar uma expansão de 5,5 pontos porcentuais no PIB brasileiro até 2025 através da inclusão financeira das camadas menos privilegiadas da sociedade.

PIB do Brasil poderia ganhar ‘um Chile’

A análise, baseada em um modelo de equilíbrio macroeconômico derivado de estudos acadêmicos, destaca que 35 milhões a 45 milhões de adultos brasileiros em idade ativa ainda não têm acesso a serviços financeiros básicos. Esse grupo gera cerca de R$ 665 bilhões por ano, não formalmente incluídos nos números atuais do PIB do Brasil, equivalente à economia do Chile.

A economia do Brasil cresceu apenas 1% ao ano durante o período de cinco anos de 2014 a 2019. De acordo com a última edição do Boletim Focus, do Banco Central, a projeção é de queda de 6,54% no PIB em 2020 em meio à pandemia do novo coronavírus.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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