Indústria de calçados cria empregos em novembro pela 1ª vez desde 2002

Indústria de calçados cria empregos em novembro pela 1ª vez desde 2002

Talita Nascimento

06 de janeiro de 2021 | 05h05

A indústria calçadista brasileira criou mais de 3,5 mil postos de trabalho em novembro de 2020. O saldo não era positivo nesse mês do ano desde 2002, mas a virada não é retrato de uma recuperação total do setor. Entre os meses de março e junho, foram mais de 60 mil postos de empregos perdidos. Mesmo com o número positivo de novembro, o setor só deve compensar as perdas no fim de 2021, disse à Coluna do Broadcast o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira.

Contraste. Segundo o Caged, de janeiro a novembro de 2019, a indústria calçadista teve saldo positivo de 9.050 postos de trabalho. No mesmo período de 2020, a conta ficou negativa em 13.415 vagas. No período, o setor somou 255.385 postos de trabalho, 9,5% a menos que o registrado nos mesmos meses de 2019. Novembro e dezembro costumam ser meses negativos, já que as últimas encomendas do ano são entregues até a primeira quinzena de dezembro. Mas em 2020, em razão do desarranjo da pandemia, as entregas foram realizadas até bem perto do Natal.

Boa de briga. Para garantir as vantagens competitivas e, segundo o presidente da Associação, voltar a gerar empregos, a Abicalçados já entrou com pedido de renovação do processo antidumping contra a China, que venceria em março. Além disso, a associação pleiteia acordos do tipo com o Vietnã e a Indonésia. Esse tipo de acerto visa impedir que produtos estrangeiros sejam vendidos a preços tão baixos que os nacionais não consigam competir.

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