‘Inflação da saúde’ deve crescer em 2022 com maior demanda por atendimento

‘Inflação da saúde’ deve crescer em 2022 com maior demanda por atendimento

Circe Bonatelli

13 de janeiro de 2022 | 05h40

Ano começou com um salto nos casos de covid e gripe   Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A inflação de custos médicos no Brasil deve acelerar para 11% em 2022 e motivar reajustes em proporção semelhante pelos planos de saúde, de acordo com levantamento da consultoria Willis Towers Watson (WTW). A perspectiva de alta reflete a procura crescente por produtos e serviços na área da saúde. O ano começou com um salto nos casos de covid e gripe. Sem falar nos pacientes de tratamentos eletivos (ortopedia, ginecologia, aparelho digestivo etc) que estão retomando os cuidados após adiarem as consultas seguidas vezes ao longo da pandemia.

No ano passado, a inflação no setor cresceu 2,1% no Brasil, ficando bem abaixo da inflação oficial do País (medida pelo IPCA), que bateu em 10,06%. Segundo a WTW, isso aconteceu porque houve uma queda importante na frequência de uso dos planos de saúde. A inflação no setor calcula a variação nos custos médicos, que englobam produtos e serviços como remédios, próteses, diárias de internações, honorários, bem como a demanda por esses componentes.

Os custos no setor podem ser amenizados pela telemedicina, que vem ganhando popularidade. O serviço dá mais eficiência ao atendimento e ajuda a diluir custos médicos. Na outra ponta, entretanto, os planos de saúde têm notado maior demanda por atendimento de problemas musculares e esqueléticos, associados à postura errada de pessoas no home office com mesas e cadeiras impróprias.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 12/01/22, às 18h37.

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