Plano de remuneração a executivos gera questionamento de investidores no IPO da Infracommerce

Fernanda Guimarães

14 de abril de 2021 | 05h15

Painel com cotação de ações no salão da B3. Foto: Gabriela Biló / Estadão

Uma das ofertas de ações que está desafiando a maior volatilidade do mercado, a Infracommerce terá, agora, de enfrentar questionamento de investidores. Um dos programas de remuneração da companhia, seu stock option (opção dada a funcionários de comprar ações a um preço determinado no futuro), destoa completamente da prática tradicional por envolver nada menos do que 17% do capital da empresa. O normal no mercado fica em, no máximo, 5% do capital.

A preocupação é que os acionistas que entrarem na oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês) tenham seus papéis diluídos quando os executivos exercerem o plano. Muita gente não colocou na conta essa diluição – que torna o preço proposto pelo papel no IPO mais caro.

No IPO, a empresa busca vender suas ações no intervalo de preço entre R$ 22 e R$ 28 – a definição será no dia 27. No caso da stock option, o valor para que os executivos exerçam esse direito é baixíssimo – na casa de R$ 1. Os planos são bem recentes, do fim de fevereiro e a possibilidade de exercício se dá, em boa parte, em um ano. Procurada, a Infracommerce não comentou.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 13/04, às 14h19.

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