IPO da Iguá pode atingir R$ 1,6 bi com venda de ações de minoritários

IPO da Iguá pode atingir R$ 1,6 bi com venda de ações de minoritários

Circe Bonatelli

01 de janeiro de 2021 | 05h00

Concessionária Águas Cuiabá, controlada pela Iguá Saneamento. Crédito: Keydson Barcellos/QAQ Filmes

Concessionária Águas Cuiabá, controlada pela Iguá Saneamento. Crédito: Keydson Barcellos/QAQ Filmes

 

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Iguá Saneamento – uma das maiores empresas privadas do setor – pode movimentar em torno de R$ 1,6 bilhão, de acordo com a expectativa de fontes envolvidas nas negociações. A companhia retomou o processo em dezembro e deve apresentar seu prospecto definitivo (incluindo detalhes de valores) na segunda quinzena de janeiro.

Aportes. Entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões devem ser levantados na oferta primária, quando são emitidas novas ações, e os recursos vão diretamente para o caixa da empresa. Outra parte, estimada entre R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão, deve ser fruto da oferta secundária, em que os atuais acionistas vendem no mercado suas participações.

Quem vende. Os principais minoritários já estão se movimentando para passar adiante suas posições. Aí estão o BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (com cerca de 11% dos papéis), o Bradesco (cerca de 22%, via participação indireta) e o fundo Cyan, do empresário Flávio Guimarães (total de 10%, contando participação direta e indireta). Já os fundos IG4 e Aimco, acionistas controladores, não têm intenção de deixar o negócio.

Quem compra. O fundo de pensão canadense Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) fechou há alguns dias negociações exclusivas com a Iguá para decidir se vai ancorar o IPO. A exclusividade nas conversas vai até meados de janeiro. Ainda está em aberto se o fundo estrangeiro participará da oferta primária ou se fará uma compra direta de ações dos minoritários. A Coluna confirmou que o CPPIB já fez uma oferta não vinculante ao menos para o fundo Cyan.

Quietinhos. Iguá, BNDESPar, Bradesco, Cyan, IG4 e CPPIB foram procurados, mas não comentaram o assunto. A reportagem não conseguiu contato com a Aimco.

Bala na agulha. A capitalização é importante para reforçar o caixa da Iguá, que buscará ativos no setor. Em abril será realizado o leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), cuja outorga mínima foi fixada em R$ 10,6 bilhões no edital publicado nesta semana. Para entrar no certame, a Iguá já contratou as assessorias financeiras de BTG Pactual e Bradesco, técnica da Worley e legal do escritório Mattos Filho.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 31/12/2020 às 10:24

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