Itaú BBA traz diretor de NY e traça ofensiva em renda fixa

Itaú BBA traz diretor de NY e traça ofensiva em renda fixa

Coluna do Broadcast

18 de agosto de 2019 | 10h34

O Itaú BBA se prepara para tomar a dianteira no mercado secundário de renda fixa no Brasil. O projeto, em gestação há cerca de um ano, ganha impulso com a chegada do diretor de distribuição da área, até então situado em Nova York, Percy Moreira. Depois de 15 anos com os olhos voltados para Wall Street, o executivo acaba de desembarcar no Brasil com a missão de turbinar a mesa local e fazer do banco o principal nome na negociação de títulos de dívida privada no mercado brasileiro. Moreira não abandonou suas funções de distribuição de papéis emitidos por companhias no exterior. Com a nova função, ficará na capital paulista e passará alguns dias do mês na terra do Tio Sam – exatamente o calendário contrário do que fazia na antiga posição.

Cheguei! Além de ampliar a equipe, Moreira conseguiu trazer da concorrência um nome de peso no mercado secundário de dívida: o diretor de trader do Santander Brasil, Thales Gaspar. Ele começa no Itaú BBA na próxima segunda-feira, 19, depois de quase nove anos no banco espanhol.

O plano é. Com a experiência de ambos, a instituição financeira mira reforçar as receitas do negócio de renda fixa, ao girar títulos de dívida de empresas que já têm em sua carteira e outros que venham a ser adquiridos pela tesouraria do Itaú em ofertas primárias. Algo, aliás, que Gaspar já executava no Santander com foco no private do próprio banco espanhol. Neste projeto, o Itaú BBA tem como público-alvo as gestoras de recursos, que têm demandado um volume crescente de crédito privado.

De casa. O Itaú BBA é uma das instituições mais ativas na assessoria de empresas que buscam o mercado de capitais para levantar recursos. No ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) de instituições que originaram títulos de dívida para companhias este ano, o banco lidera com R$ 25 bilhões em operações executadas, respondendo por 25,3% deste mercado.

Agora vai. O Itaú está olhando para frente. A percepção da casa é de que o juro baixo veio para ficar e que o Brasil deve viver um ciclo de expansão do crédito privado semelhante ao de países como Cingapura, África do Sul e Itália. Nos três, a queda das taxas proporcionou um salto na participação do crédito privado no Produto Interno Bruto (PIB) de em torno de 6%, semelhante ao do Brasil, para 30%, 18% e 13%, respectivamente.

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