Itaú e Bradesco negociam com governo lockup em ações do IRB

Itaú e Bradesco negociam com governo lockup em ações do IRB

Coluna do Broadcast

10 de julho de 2019 | 05h10

Os bancos privados Itaú Unibanco e Bradesco devem manter suas participações no ressegurador IRB Brasil Re e negociam, inclusive, um período de lockup após a oferta bilionária da União e do Banco do Brasil. Trata-se de um mecanismo que proíbe acionistas e administradores a venderem ações após a realização de uma oferta em bolsa. Na mesa, é discutido um prazo que vai de 180 dias, período tradicional em lockups e o mais provável, a no máximo 2 anos.

Desconforto. O lockup não é consenso entre os sócios. Apesar de Bradesco e Itaú já terem sinalizado ao ministro da economia, Paulo Guedes, que vão assinar o termo, há quem defenda que os privados são apenas investidores do IRB e, portanto, livres para venderem suas participações quando assim desejarem.

Protegido. O prazo de lockup é considerado essencial entre integrantes da equipe econômica para que União e BB se desfaçam de suas participações no IRB, avaliadas em cerca de R$ 8 bilhões. Isso porque o mecanismo ajudará a proteger o valor do ativo após a oferta, reduzindo eventuais pressões do mercado que temem a possível saída de Bradesco e Itaú do ressegurador. Procurado, o IRB não comentou. Bradesco, Itaú e Ministério da Economia também preferiram não se manifestar.

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