Itaú é visto como potencial nome para comprar operação do Citi no México

Itaú é visto como potencial nome para comprar operação do Citi no México

Altamiro Silva Junior

13 de janeiro de 2022 | 05h25

Itaú já ficou com a operação de varejo do Citi no Brasil   Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O Itaú Unibanco pode ser um dos maiores interessados nas operações de varejo do Citi no México, avaliadas em ao menos US$ 9 bilhões. Analistas de bancos como Morgan Stanley e Credit Suisse, além de casas mexicanas, estão entre os que veem o brasileiro no páreo para levar as operações mexicanas do banco americano. Assim como fez no Brasil em 2016 e vem fazendo recentemente na Ásia, o Citi anunciou que está saindo do segmento de varejo no país. E uma das formas de deixar o México é a venda do negócio, segundo o comunicado oficial.

Sempre foi interesse do Itaú colocar um pé no varejo do México, comenta uma analista mexicana do setor financeiro. E o banco brasileiro sempre esteve de olho no Banamex, como é conhecido o banco do Citi por lá, acrescenta ela. Dos grupos locais, que teriam poder de fogo para a compra, estariam HSBC, Banorte, Santander, Banco Azteca e Inbursa, segundo essa fonte. O espanhol BBVA tem capital, mas ficaria com fatia grande do mercado bancário local e reguladores não aprovariam (ou dificultariam) a compra, problema que pode ser semelhante ao do Banorte.

O Morgan Stanley observa, em relatório, que o Itaú tem uma operação pequena no México e sempre quis ampliar o negócio lá. Por isso, a hora pode ser agora, sobretudo no momento em que o Nubank, que ficou o pé recentemente no país, quer ampliar operações por lá. Para o banco americano, Itaú, Inbursa e Azteca seriam os principais candidatos. O Itaú, aliás, ficou com a operação de varejo do Citi no Brasil, por R$ 710 milhões. Procurado, o Itaú não comentou.

Para os analistas do Itaú BBA, uma das possibilidade é que a saída do Citi do Banamex ocorra por meio de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Perguntado no Itaú Day 2021 sobre os planos de expansão no exterior, o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, disse que o banco não tem “grande ambição de crescer além do que a gente já tem hoje”. O foco, afirmou, é “melhorar as operações que já temos”. “Evidente que o banco está sempre aberto às oportunidades, estamos atentos ao que vier”, complementou na época.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 12/01/22, às 18h02.

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