Jive lança plano de previdência e prevê crédito à infraestrutura em 2023

Jive lança plano de previdência e prevê crédito à infraestrutura em 2023

Cynthia Decloedt

09 de julho de 2022 | 10h30

Jive planeja um fundo de infraestrutura para dar crédito a empresas do setor   Foto: Moisés Saba

A Jive, empresa especializada em ativos estressados (com inadimplência ou disputas judiciais), colocou em sua prateleira de produtos alternativos um plano de previdência com retorno para o investidor acima dos planos tradicionais. O Jive Soul, como é chamado o novo produto, tem expectativa de captação de R$ 50 milhões em sua largada e entrega de retorno de 3% somado ao CDI.

O produto terá na carteira operações de crédito High Yield: recebíveis em garantia, emissões públicas (debêntures, CRIs, CRAs), debêntures de infraestrutura, títulos de emissão de instituição financeira, cotas de FIDCs, certificados e recibos de depósito bancário e títulos, valores mobiliários e demais ativos financeiros de renda fixa, além de securitizações (sênior). Os ativos serão de setores resilientes da economia ou com alta necessidade de investimento, como energia, agronegócio, entretenimento, turismo, varejo e serviços, diz o sócio da Jive, Guilherme Ferreira.

A Jive, que nasceu com um fundo para alocação em ativos inadimplentes, abriu o leque de seus negócios para produtos com outras estratégias e voltadas ao varejo. Depois da aquisição no ano passado de uma fatia de 20% na companhia pela XP, a Jive lançou o Bossa Nova, com alocação em ativos ou empresas que já saíram de uma situação de estresse, mas que ainda são considerados de maior risco – e melhor retorno.

Empresa fechou parceria com gestora Mauá este ano

Após XP, a Jive fechou parceria este ano com a gestora Mauá, do veterano do mercado financeiro Luiz Fernando Figueiredo. Como fruto desse acordo, planeja para 2023 um fundo de infraestrutura para dar crédito a empresas do setor. “Queremos nos posicionar nos financiamentos de projetos que ainda não atingiram o ponto de receita definida, portanto, de maior risco, ou necessitam de uma estrutura de capital mais complexa”, conta Ferreira.

O uso de precatórios – títulos de ações judiciais ganhas contra o governo – como moeda para pagamento de outorgas em concessões já está sendo trabalhada na casa. Essa possibilidade foi aberta pelo governo federal quando criou um novo regramento para o pagamento desses títulos, mas que ainda está à espera de regulamentação.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast Energia no dia 07/07/22, às 15h37

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