Juntos com Glencore, acionistas devem manter apostas na Paranapanema

Coluna do Broadcast

06 Setembro 2017 | 05h00

Sete anos depois de os acionistas da Paranapanema receberem uma oferta da Vale, que avaliou a empresa em cerca de R$ 2 bilhões na época, e com uma grave crise financeira no meio do caminho, a fabricante de cobre pode ganhar, na próxima semana, a marca de uma grande mineradora, a anglo-suíça Glencore. A empresa já concordou em comprar R$ 66 milhões em ações da empresa em sua oferta subsequente restrita. Essa operação tem sido utilizada, em muitos casos, como um aumento de capital privado e pode ser feita de forma mais célere. Os papéis também estão sendo ofertados para alguns investidores qualificados no mercado. Os acionistas da Paranapanema – Caixa Econômica Federal e fundo de pensão do Banco do Brasil (Previ), além do investidor Silvio Tini, bastante conhecido no mercado acionário brasileiro – devem participar do aumento de capital. A exceção deve ser a Petros (Petrobrás), que precisa lidar com seu déficit e avalia que não é a hora de realizar um desembolso.

Arrependimento. A ação da Paranapanema é cotada hoje em R$ 1,60, o que representa um valor de mercado de cerca de R$ 510 milhões. Sua dívida, contudo, chega a R$ 2,5 bilhões. Em 2010, a Vale ofereceu R$ 6,75 por ação da Paranapanema em uma oferta pública na bolsa, mas fracassou por não conseguir alcançar o porcentual que havia colocado como mínimo de adesão, de 50% mais uma ação. Na época, a Petros teria vetado a operação.

Árduo. A oferta da Paranapanema faz parte de seu processo de reestruturação. A empresa acaba de firmar acordo com 11 bancos credores, o que soava impossível algum tempo atrás. Além dos bancos, o processo incluiu a reestruturação de passivo trabalhista e renegociação de acordos comerciais. Procurada, a Paranapanema não comentou por estar em período de silêncio.

Siga a @colunadobroad no Twitter