Justa espera terminar 2021 com 18 vezes mais transações

Justa espera terminar 2021 com 18 vezes mais transações

André Ítalo Rocha

14 de janeiro de 2021 | 05h00

A Justa – empresa de maquininhas focada em pequenas empresas do interior do Brasil, com faturamento mensal entre R$ 15 mil e R$ 50 mil – espera multiplicar por 18, em 2021, a média mensal de volumes transacionados em 2020. A companhia não revela o que registra em transações, mas afirma que tem 3% de participação no mercado. O plano é chegar às seis primeiras posições até 2023, segundo o fundador da Justa, Eduardo Vils. Os planos de expansão devem se refletir também no quadro de funcionários. A expectativa é chegar a 1.400 trabalhadores em 2021, dos atuais 300.

O alvo. Vils afirma que a Justa não está interessada no cliente da PagSeguro, o pequeno empreendedor, como ambulantes, nem no da Stone, que já foi “roubado” das adquirentes ligadas a grandes bancos, como Rede e Cielo. A ideia é chegar às pequenas empresas que ainda estão com as adquirentes mais tradicionais e têm um ticket superior a R$ 100, como lojas de material de construção, lojas de piscina, cursos, joalheria, tatuadores, para ficar em alguns exemplos. São estabelecimentos comerciais que realizam mais transações no cartão de crédito do que no débito e, por isso, também precisam de crédito, um dos produtos da Justa.

Espalhada. Em 2020, a companhia saiu de uma presença em 50 municípios para 300, chegando a cidades que a companhia considera serem negligenciadas. Pela capacidade de algumas lojas para atender localidades vizinhas, a Justa estima que suas soluções de pagamentos cheguem a cerca de 1000 municípios.

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