Justiça pede afastamento de conselheiro da Usiminas

Justiça pede afastamento de conselheiro da Usiminas

Economia & Negócios

24 de julho de 2018 | 04h00

A Justiça acatou pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e decidiu pelo afastamento de Luiz Carlos Miranda, conselheiro da Usiminas indicado pelos empregados, do cargo. Em decisão à qual a Coluna teve acesso, o juiz Frederico Alves Bizzotto da Silveira afirma que as alegações do MPT “trazem evidências de que há indícios de irregularidades na atuação do Sr. Luiz Carlos de Miranda Faria como Conselheiro”.

Multas. A decisão determina ainda que a Usiminas se abstenha de fornecer a Miranda, ou para qualquer entidade sob seu controle, “qualquer benefício”, de conteúdo econômico ou financeiro, sob uma pena de multa de R$ 1 milhão. A mesma multa será aplicada caso a Usiminas pratique “qualquer conduta que configure apoio” para “qualquer eleição para qualquer cargo político e/ou relativo às relações coletivas de trabalho”.

Fica longe. Em relação a Miranda, a decisão é para que ele se abstenha imediatamente de exercer qualquer função ligada, direta ou indiretamente, ao cargo como representante dos trabalhadores no Conselho da Usiminas, sob pena de multa de R$ 500 mil. Também réu da ação, o suplente de Miranda, Edilio Ramos Veloso, pode ser multado em R$ 500 mil caso exerça qualquer cargo no conselho da Usiminas. Além disso, a decisão estabelece que, tanto Miranda quanto Veloso, não devem solicitar ou aceitar qualquer tipo de apoio da Usiminas, para campanha sindical ou eleitoral, também sob a pena de multa de R$ 500 mil.

Investigação
O movimento ocorre após o MPT ter instaurado um inquérito civil com o objetivo de apurar denúncias sobre a eleição realizada pela Usiminas, na qual Miranda foi apontado como representante dos trabalhadores ao colegiado.

Com a palavra. Procurada, a Usiminas informou que não foi citada e, portanto, não teve acesso ao teor da decisão. Reiterou ainda “a total lisura do processo de eleição para o representante dos empregados no Conselho de Administração, que seguiu rigorosamente o regulamento e foi integralmente conduzido por Comissão formada por representantes da empresa e dos Sindicatos”. Luiz Carlos Miranda também afirmou que ainda não foi notificado. Reiterou que foi eleito com 74,2% dos votos válidos “em uma eleição democrática e transparente”. Disse ainda que tomará “todas as medidas jurídicas cabíveis para esclarecer” os fatos e “resguardar seus direitos e dos trabalhadores”.

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