Kallas começa a expandir lançamentos mesmo sem oferta de ações na bolsa

Kallas começa a expandir lançamentos mesmo sem oferta de ações na bolsa

Circe Bonatelli

22 de novembro de 2020 | 05h00

A incorporadora paulistana Kallas, do empresário Emílio Kallas e família, planeja acelerar em 2021, mesmo se não abrir capital na Bolsa. A empresa vem ensaiando ir à B3 ao menos desde o ano passado, mas o processo ficou difícil com as instabilidades do mercado financeiro e o excesso de empresas de construção na fila.

Não faz mal. No entanto, a Kallas avalia que o dinheiro em caixa, combinado a outras opções de financiamento no mercado de capitais, são suficientes para sustentar o crescimento dos negócios – ainda que em um ritmo menor do que seria via a oferta inicial.

Vem que tem. A incorporadora projeta lançar empreendimentos avaliados em R$ 2 bilhões, em 2021. Se confirmado, representará uma alta de 25% em comparação com os lançamentos de 2020, de R$ 1,6 bilhão. Com a oferta inicial, a perspectiva era de que os lançamentos anuais daqui em diante pudessem ultrapassar R$ 3 bilhões.

Suave na nave. “Estamos seguros em cumprir nossa meta de crescimento com o que temos. Mas se pudermos contar com novas opções, poderemos fazer um pouco mais”, diz à Coluna o fundador do grupo, Emílio Kallas.

Primo rico e primo pobre. Fora da Bolsa, 60% dos novos projetos previstos para o ano que vem serão realizados pela Kazzas, empresa do grupo voltada para o segmento de moradias populares, dentro do Casa Verde e Amarela (novo nome do Minha Casa Minha Vida). Os outros 40% ficarão por conta da Kallas Arkhes, braço destinado ao mercado de alto padrão.

Luxo. O carro-chefe no ano que vem é um empreendimento de luxo que será erguido na Av. República do Líbano, nos entornos do Parque do Ibirapuera, com apartamentos por módicos R$ 20 milhões.

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