Maior parte das ofertas de ações ‘pré-covid’ aceitam prazo extra da CVM

Mariana Durão

26 de maio de 2020 | 05h21

Nelson ALMEIDA / AFP

A maior parte das companhias que estavam na fila para registro de ofertas públicas de ações pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no período pré-coronavírus pegou carona na ampliação extraordinária do prazo máximo de interrupção da análise desse registro, diante da pandemia da covid-19.

Ofertas interrompidas

Das 27 aberturas de capital que estavam em análise na Superintendência de Registro (SRE) da autarquia, 23 pediram interrupção. Na lista, estão operações de companhias como Caixa Seguridade, em oferta secundária, Track&Field, BBM Logística e Pet Center, que fariam captações primárias para bancar investimentos.

Ofertas canceladas

Duas empresas cancelaram/desistiram da operação: Banco Votorantim e Banco Daycoval. Mantiveram suas ofertas em curso Riva 9 Empreendimentos Imobiliários e Allpark, dona da rede de estacionamentos Estapar, que fez história na Bolsa brasileira com a realização da primeira abertura de capital 100% virtual, em meio à pandemia de coronavírus.

Prazo postergado

Diante da paralisia da economia pelo avanço do novo coronavírus, a xerife do mercado elevou de 60 para 180 dias úteis o tempo pelo qual essa análise poderia ser interrompida, jogando o prazo de mais de uma dezena delas para até janeiro de 2021. Foi uma forma de dar tempo para que as empresas aguardassem uma nova janela de mercado para tirar as ofertas do papel. A Deliberação 846 valeu por 30 dias, sendo revogada em 15 de abril.

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