Maioria da população é favorável a novas formas de gestão em parques

Maioria da população é favorável a novas formas de gestão em parques

Cristiane Barbieri

12 de março de 2020 | 04h10

Apesar de os brasileiros conhecerem e terem interesses pelos parques do País, sua visitação é esporádica e ainda não faz parte dos destinos turísticos. Essa é uma das conclusões do estudo “Parques do Brasil – Percepções da População”, que será divulgado amanhã. Realizado pelo Instituto Semeia, que trabalha para transformar áreas protegidas, com 1.198 pessoas das seis maiores regiões metropolitanas do País, ele mapeou as barreiras à visitação e as expectativas das pessoas em relação ao modelo de gestão dos parques urbanos e naturais. Nesse quesito, a população considera positiva a implementação de novos modelos de gestão baseados em parcerias público-privadas.

Praia ou campo. Quando o assunto é parque natural, aqueles com grandes áreas destinadas à conservação e normalmente distante de centros urbanos, 40% dos entrevistados dizem visitá-los esporadicamente. Para os que nunca chegaram lá, os principais entraves são custo de viagem (47%), gastos com hospedagem (29%) e distância (18%). O fator cultural, como a preferência por outros destinos, também influencia decisões: é comum o brasileiro gastar horas para ir a praias congestionadas do que dedicar um fim de semana a um parque natural.

Na cidade. No caso dos parques urbanos, conhecidos por serem a extensão da casa das pessoas, as barreiras de distância e hábito cultural se repetem. Aliado a isso, fatores relacionados à gestão, como falta de segurança (17%), banheiros e instalações ruins (10%), constam como impeditivos para a visitação desses espaços.

Saída. Com relação a aceitação de novos modelos de gestão, 53% são favoráveis a concessões e parcerias em parques naturais, e 64% em parques urbanos. De acordo com o Instituto Semeia, atualmente no Brasil existem cerca de 102 parques, em diferentes etapas do ciclo de um projeto de parceria com iniciativa privada.

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