Mais da metade dos US$ 36 bi de bonds de bancos vence até 2022

Mais da metade dos US$ 36 bi de bonds de bancos vence até 2022

Coluna do Broadcast

13 de novembro de 2019 | 04h00

Por Cynthia Decloedt

Os bancos brasileiros têm dívidas pesadas para pagar nos próximos dois anos. São captações de recursos feitas no exterior, por meio da emissão de bonds e cujo prazo de vencimento está chegando. Do total de US$ 36,1 bilhões desses papéis que circulam no mercado de dívida, US$ 18,7 bilhões vencem entre 2020 e 2022, mostrou um levantamento feito a pedido da Coluna. Entre os vencimentos previstos para os próximos dois anos, R$ 13,2 bilhões correspondem a papéis que foram emitidos para composição do capital dessas instituições, obedecendo às regras da segunda versão do acordo internacional de Basileia. As regras de Basileia servem como garantia para diminuir o risco de quebra dos bancos e já estão em sua terceira versão. Somando os bonds que maturam em 2023, o volume de vencimentos previstos em três anos alcança US$ 24,2 bilhões, 67% do total em circulação desses papéis no exterior.

E daí? O fato de os bancos terem dívidas pesadas vencendo pela frente não significa, necessariamente, que eles emitirão novos bonds para pagá-las. Nessa decisão pesa o tamanho do caixa disponível, outras opções de financiamento e a necessidade de reforçar o capital para fazer frente ao crescimento da carteira de empréstimos. O Itaú Unibanco, após dois anos sem captar lá fora, está emitindo novos bonds, com vencimento em 10 anos e que seguem as regras de Basileia. Ao mercado, está informando que os recursos serão usados para propósitos gerais. Mas tem um vencimento de US$ 1 bilhão de bonds em 2020 e outros US$ 6,8 bilhões entre 2021 e 2023. Na lista de bancos com compromissos no ano que vem estão também ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco, Banco Votorantim, Banco Pan, Bonsucesso, BMG e BTG Pactual. Até mesmo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está na lista, com US$ 638 milhões em títulos a serem pagos. Procurado, o Itaú não comentou.

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