Mais um fundo imobiliário rema contra a crise e avança em captação

Mais um fundo imobiliário rema contra a crise e avança em captação

Circe Bonatelli

09 de junho de 2020 | 05h13

Obras em loteamento . FOTO: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO

O mercado de fundos de investimentos imobiliários (FIIs) tem buscado ganhar tração novamente, após o baque provocado pela crise do coronavírus, que paralisou R$ 3,5 bilhões em ofertas em andamento no fim de março. Hoje, em sinal de esperança de recuperação, a Urca Capital decidiu estender o prazo de captação do seu fundo, o Urca Prime Renda (URPR11), apurou a Coluna com fontes do mercado. A decisão reflete a expectativa de acelerar a atração de investidores ao longo das próximas semanas, à medida em que o mercado se aproxime de uma estabilização.

O FII Urca Prime Renda iniciou a captação em janeiro, mas acabou afetado pela pandemia, e levantou até agora apenas R$ 15 milhões dos R$ 50 milhões planejados. Mas há poucos dias, recebeu a confirmação de uma nova aplicação de R$ 15 milhões por parte da gestora Iridium, o que deu dose extra de ânimo ao time. O URPR11 é um fundo de “papel”, que investe em certificados de recebíveis imobiliários estruturados pela própria gestora como forma de financiamento para empresas de loteamentos residenciais no interior do País.

Fundo deve abrir para todos os investidores

Atualmente, o fundo atua dentro da Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ou seja, é restrito para investidores profissionais – aqueles com ao menos R$ 10 milhões em aplicações, como familly offices. No entanto, a Urca Capital pretende enquadrá-lo em breve na Instrução 400 da CVM, que permite a participação do público em geral. A gestora já tem conversas com distribuidoras para colocar de pé uma nova oferta ainda este ano e atingir R$ 100 milhões em captações, segundo fontes. A Urca Capital está em período de silêncio e não concede entrevista.

No fim de maio, o FII Vinci Instrumentos Financeiros (VIFI11) conseguiu a proeza de fechar, no meio da crise, a captação de cerca de R$ 130 milhões de sua oferta primária de cotas, coordenada pela XP. A novidade repercutiu no mercado de fundos imobiliários porque foi a primeira captação (considerando apenas transações enquadradas na Instrução 400) concluída no setor desde o início de abril.

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