Marco legal dá fôlego para ações de empresas de saneamento

Coluna do Broadcast

08 de junho de 2019 | 05h00

A previsão de um novo marco legal para o saneamento no País vem dando fôlego para as ações de empresas do setor.

O projeto sobre o tema foi aprovado no Senado nesta semana e segue agora para a Câmara. A percepção do mercado é que a reforma é fundamental para trazer segurança jurídica e atrair investimentos.

O analista de investimentos Pedro Galdi, da Mirae Asset Wealth Management, lembra que os serviços de água e esgoto no Brasil estão muito abaixo da média mundial e a possibilidade de participação da iniciativa privada será fundamental para avançar no modelo de universalização.

“Seguimos otimistas com as empresas do setor, com destaque para as regiões de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro”, afirma.

Sabrina Cassiano, da Coinvalores, avalia que a tendência para os papéis é positiva, ainda que as ações já tenham precificado, em boa medida, a aprovação do Projeto de Lei.

“Agora, o mercado deve ficar atento à posição de cada companhia frente à mudança, sobretudo no que tange à possibilidade de privatizações no curto e médio prazo”, diz.

A aprovação no Senado, lembra o analista da MyCAP, André Ferreira, vem em linha com interesse da maioria dos governos em privatizar suas companhias de saneamento, mas os contratos atuais permanecerão em vigor até o fim, o que traz alívio para as empresas públicas.

Ele observa, no entanto, que a parceria público-privada pode não sair do papel e gerar desconforto para o setor privado, que dependeria de governos futuros para possíveis aprovações.

“Vejo com ressalvas e continuo conservador para uma nova alta até que se concretizem as privatizações”, pondera.

Ricardo Peretti, estrategista de pessoa física da Santander Corretora, alerta que o conteúdo da versão final ainda segue incerto, uma vez que o PL será agora analisado pela Câmara dos Deputados, onde pode sofrer novas alterações.

Segundo ele, a depender do texto final, a privatização de empresas de saneamento, como Sabesp e Copasa, será mais ou menos necessária, influenciando fortemente o preço das ações.

“Por ora, ainda mantemos uma abordagem conservadora sobre essas empresas devido ao impacto binário que a nova lei trará sobre as ações”, diz.

O economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, acrescenta que o novo marco regulatório ainda terá que ser definido e complementado por medidas regulatórias, mas deve atrair investimentos externos, principalmente dentro do processo de salvamento dos Estados.

Para ele, muita coisa deve mudar e será preciso avaliar cada uma das companhias do segmento, com foco nas aquisições que serão feitas, situação financeira e econômica, assim como os planos de expansão previstos.

Para a próxima semana a Mirae Asset fez três trocas e acrescentou Localiza ON, Petrobrás PN e Usiminas PNA na carteira. A MyCap trouxe quatro novos ativos para o portfólio: Usiminas PNA, Itaú Unibanco PN, B2W On e Randon PN.

Além disso, a corretora manteve BRMalls. O banco digital Modalmais trocou toda a carteira, que passa a ser composta por Itaúsa PN, Banco do Brasil ON, Movida ON, Cosan ON e RD ON.

A Socopa fez duas alterações, com inclusão de Itaú Unibanco PN e BRMalls ON. Foram duas mudanças também na Terra Investimentos com entrada de B2W ON e Usiminas PNA. A Coinvalores incluiu Energias do Brasil ON.

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