Medidas de isolamento obrigam seguradoras e varejistas a reverem contratos

Medidas de isolamento obrigam seguradoras e varejistas a reverem contratos

Aline Bronzati

19 de abril de 2020 | 04h25

As medidas de isolamento físico, que colocaram parte dos brasileiros em casa e fecharam as portas do comércio não essencial, estão obrigando seguradoras e varejistas a reverem contratos. As renegociações envolvem bilhões de reais nos chamados seguros massificados, que são as apólices vendidas nas redes. Com as portas das lojas fechadas, as varejistas não vão conseguir bater as metas estabelecidas em contratos de distribuição de seguros e, por isso, os prazos estão sendo esticados. Essa parceria geralmente envolve o pagamento do chamado upfront – valor antecipado dos ganhos futuros. O aumento da demanda por renegociações tem movimentado escritórios de advocacia, que assessoram os dois lados.

Formiguinha. O canal digital, que se tornou o salvador da pátria em tempos de quarentena, é uma saída. No entanto, utilizá-lo para a venda de seguros ainda é embrionário. No caso das varejistas, a lucratividade ainda é pequena e as próprias seguradoras também não conseguiram fazer dos canais digitais uma fonte de faturamento relevante. Também os bancos têm sido desafiados a manterem as vendas de seguros de parceiros com as agências operando em horário reduzido na pandemia, incluindo muitas fechadas.

Depois da bonança. As renegociações de contratos entre varejistas e seguradoras ocorrem após um período fértil no relacionamento de ambos, em meio ao desempenho positivo apresentado antes da crise. A Pernambucanas renovou recentemente o contrato com a seguradora francesa Axa. Já a Via Varejo estendeu, há cerca de dois anos, o contrato com a suíça Zurich até 2025, em um movimento que englobou o universo do e-commerce. Outras parcerias que também devem ser afetadas são a da Lojas Marisa com a Assurant e os contratos da Riachuelo junto a várias seguradoras.

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