Medo de calote promove fintech a compradora de crédito em atraso

Marcelo Motta

17 de fevereiro de 2021 | 05h03

Se fez estrago nos balanços dos grandes bancos, que tiveram em 2020 mais provisões para perdas com crédito que lucro, o temor de explosão da inadimplência fez deslanchar a BLU365. A fintech, criada em 2015 e voltada para prestar suporte a varejistas na cobrança e recuperação de créditos em atraso, viu sua receita saltar 50% em 2020.

Caixa. A gestora de venture capital KPTL percebeu uma atividade destacada na fintech, uma de suas quase 60 em carteira, e, em novembro, chamou nova rodada de capital entre os investidores semente para colocar a BLU365 em um novo patamar. Em vez de apenas ajudar clientes a fazer seus recebíveis se desempenharem melhor, a fintech passou a comprar carteiras em atraso, com um cacife de R$ 1 bilhão para gastar até 2022.

Traz de volta.Segundo o presidente da fintech, Alexandre Lara, entre seis e oito semanas a sua ferramenta de análise de crédito, que conta com mais de 100 modelos de ‘machine learning’, analisou 1,5 bilhão de carteiras em atraso. Já consumiu R$ 120 milhões do capital reservado com essa finalidade.

 

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Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 16/02/2021

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