Mesmo com crise pesando em receita, Guide mantém plano de expansão

Mesmo com crise pesando em receita, Guide mantém plano de expansão

Cynthia Decloedt

14 de abril de 2020 | 04h00

Com 85% de seus funcionários em home office e já sentindo o impacto na turbulência dos mercados financeiros em sua receitas, a Guide, que tem o grupo chinês Fosun como controlador, manteve suas projeções de crescimento até 2021. Isso quer dizer, elevar para mais de 100 o número de assessores de investidores de alta renda, atualmente em 55. Os agentes autônomos plugados à plataforma da Guide devem chegar perto de 900, dos atuais 380. As métricas de receitas foram, entretanto, revisadas para baixo, uma vez que a derrubada nos preços da bolsa tem impacto no valor financeiro dos ativos sob custódia (AUC) e, consequentemente, nas receitas. A nova projeção da Guide, pós-pandemia, é de crescimento de 20%, e não mais de 30%, no faturamento deste ano, alcançando R$ 303 milhões. Em 2019, as receitas subiram 54% e atingiram R$ 234 milhões.

Pesou. Já os ativos sob custódia, que tiveram expansão de 79% no ano passado para cerca de R$ 25 bilhões, deve subir 13% em 2020, pelas novas projeções, chegando aos R$ 28 bilhões. Em 2021, a expectativa da Guide é ver o número encostar nos R$ 40 bilhões. A expectativa mais baixa para esse ano reflete o fato de grande parte dos recursos de investidores aplicados por meio da casa estarem em ações, fundos multimercado e imobiliários, que passam por forte desvalorização.

IPO. As conversas com potenciais compradores de uma fatia da participação da Fosun na Guide prosseguem, assim como os planos de oferta de ações em bolsa (IPO, na sigla em inglês), mas dentro do tempo oficialmente anunciado de três anos. Obviamente, no mercado circulavam informações de que a Guide poderia testar a bolsa esse ano, o que, por enquanto está fora dos planos.

Lado B. Assim como a XP Investimentos, a maior plataforma do Brasil e seu maior concorrente, a Guide defende que o mercado de capitais não acaba na crise. A casa verificou aumento nas posições em derivativos (ativos de proteção) relacionados a ações e Certificados de Operações Estruturadas (COEs), por meio do qual é possível fazer uma aposta em bolsa, por exemplo, e ao mesmo tempo ter o capital protegido.

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