Mesmo enrolada com Eldorado, Paper Excellence não descarta novos negócios

Mesmo enrolada com Eldorado, Paper Excellence não descarta novos negócios

Coluna do Broadcast

24 de maio de 2019 | 04h00

A CA Investiment, braço de investimento da Paper Excellence (PE), continua olhando o mercado brasileiro para novas aquisições, ainda que a concentração maior de esforços no País esteja na disputa travada com a família Batista, dona da J&F, para concluir a aquisição da Eldorado. O segmento de papel do tipo “tissue”, usado para a produção de papel higiênico, toalha e lenços, é onde o grupo entende, nesse momento, haver as melhores oportunidades. Essa indústria, composta por várias empresas, vive a perspectiva de ascensão de demanda por um lado, mas por outro uma concentração no fornecimento de celulose, exacerbada pela fusão de Suzano e Fibria.

Luva de pelica. Recentemente, após a aquisição da canadense Catalyst Paper, o empresário indonésio Jackson Wijaya, neto do fundador da gigante Asia Pulp & Paper (APP), deixou claro que tal investimento poderia ter sido canalizado ao Brasil, caso a compra da Eldorado não tivesse ido parar na Justiça. A PE e a J&F acabam de iniciar uma batalha em câmara de arbitragem em torno da compra de 100% da Eldorado, emperrada desde o ano passado. No entanto, como a perspectiva é de que a disputa se arraste por pelo menos dois anos, a PE não descarta aproveitar oportunidades.

Afinal… A PE mantém no Brasil um luxuoso escritório no coração financeiro de São Paulo, dez executivos na Eldorado e uma legião de advogados de grandes escritórios para brigar com os Batista. A multinacional viu na Eldorado a oportunidade que buscava para entrar no Brasil. Tanto que, pouco antes de azedar a relação com os Batista, chegou a fazer uma proposta pela Fibria.

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