Mineira FCJ prepara entrada em NY e mira abertura de capital nos EUA em 2025

Mineira FCJ prepara entrada em NY e mira abertura de capital nos EUA em 2025

Altamiro Silva Júnior e Aline Bronzati

13 de julho de 2022 | 05h15

Entre os planos da empresa está chegar à Nasdaq   Foto: Aline Bronzati/Estadão Conteúdo

A mineira FCJ Venture Builder, que ajuda a construir startups, começa em agosto sua carreira internacional, com início das operações em Nova York. O objetivo é desenvolver 30 novatas da indústria da moda no mercado norte-americano, em parceria com a Fashinnovation, empresa criada para estimular a inovação no setor. Mas a FCJ tem planos mais ambiciosos. No começo de 2023, pretende fazer nova rodada de captação, a sua série B, de US$ 20 milhões, e em 2025 quer fazer uma abertura de capital nos Estados Unidos, possivelmente na Nasdaq, a bolsa de tecnologia. Avalia também a bolsa do Canadá. Até lá, a ideia é tornar a operação norte-americana tão grande ou até maior que a do Brasil.

Valor de mercado da empresa é de R$ 1,6 bilhão

A mineira também quer galgar números grandes para vender aos investidores no IPO. Os planos são avançar das atuais 130 startups para 450. Já o valor de mercado dessa rede de empresas, atualmente de R$ 1,6 bilhão, precisa ganhar escala e ser multiplicado ao menos por cinco. A meta é tocar o sino no mercado acionário internacional com, ao menos, US$ 1,2 bilhão.

Como a empresa dobra de tamanho a cada ano, entregar tais metas, de acordo com o presidente da FCJ, Paulo Justino, é “factível”. “Não dá para ser menos”, afirmou, em entrevista à Coluna.

Ele sabe que houve uma mudança importante no mercado para as empresas de tecnologia, em meio à alta de juros nos Estados Unidos. Para ele, havia um excesso, que agora está sendo retirado. Ao mesmo tempo, a fonte não secou.

Companhia buscará R$ 100 milhões em rodada no começo de 2023

O Grupo Conexa, formado por uma empresa que faz parte da rede da FCJ, a Psicologia Viva, especializada em telepsicologia, captou na semana passada R$ 200 milhões em rodada liderada pelo Goldman Sachs. A própria FCJ levantou recentemente R$ 8 milhões e está em conversas para uma nova rodada, no começo de 2023, para R$ 100 milhões.

A FCJ foi criada por Justino, em 2013, em meio à desconfiança generalizada. Depois de ter sido de tudo um pouco – escoteiro, motorista de caminhão, auxiliar de marceneiro, programador, gestor e diretor de investimento -, o empreendedor fundou a empresa com R$ 8 mil. Hoje, ele se divide entre Belo Horizonte e São Paulo, onde a FCJ está no Cubo, espaço de inovação do Itaú Unibanco.

Além dos EUA, a meta é chegar a Portugal em setembro, atrás de startups da área do turismo.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast  no dia 12/07/22, às 08h30

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