Mineiro BMG retoma conversas para IPO

Mineiro BMG retoma conversas para IPO

Coluna do Broadcast

27 de agosto de 2019 | 05h00

O banco mineiro BMG, da família Pentagna Guimarães, retomou as conversas para lançar suas ações na bolsa de valores. A instituição tem se reunido com bancos de investimento para fazer uma nova tentativa de emplacar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), depois de ter voltado atrás no final do ano passado, quando investidores pressionaram por redução de preço, o que não foi aceito. Foram coordenadores do BMG, na tentativa anterior, o JPMorgan, Itaú BBA, Brasil Plural, XP Investimentos, Citi e BB Investimentos. No entanto, alguma mudança no sindicato de bancos assessores é esperada para a nova tentativa de botar os pés na Bolsa. Procurado, o BMG informou que não pode comentar nada sobre o assunto.

Aversão ao risco. Os bancos teriam convencido o BMG a voltar a cogitar o IPO, no momento em que entenderam que o cenário de mercado estava positivo. A empresa concordou, mas ainda não bateu o martelo junto aos eventuais assessores, pois aguarda para observar como vai ficar o mercado depois da maior aversão ao risco nos últimos dias.

Abre alas

Melhores resultados no primeiro semestre deste ano podem ajudar o BMG a convencer os investidores desta vez. O lucro líquido recorrente do banco mineiro atingiu R$ 182 milhões de janeiro a junho, crescimento de 52,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já sua rentabilidade melhorou 4,9 pontos porcentuais em um ano, chegando a 15,4%.

No gramado

Depois que recuou na decisão de ir à bolsa, o BMG voltou a investir no futebol, desta vez, com foco em reforçar sua estratégia de banco digital. Lançado em outubro último, a iniciativa soma mais de 450 mil contas. Do lado do esporte, o banco patrocina o Corinthians, o Vasco, o Atlético Mineiro e, mais recentemente, fechou com o Barcelona, marcando o início da internacionalização da marca. Líder no mercado de cartão de crédito consignado, o BMG encerrou junho com 3,8 milhões de clientes ativos. O banco, que no passado teve uma joint venture em consignado com o Itaú Unibanco, foi fundado há quase 90 anos pelo avô do presidente do BMG, Ricardo Guimarães (foto, ao centro), Antônio Mourão Guimarães.

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