Minoritários da Embraer já procuram advogados

Minoritários da Embraer já procuram advogados

Coluna do Broadcast

31 de julho de 2018 | 05h00

De olho no acordo apresentado por Boeing e Embraer, acionistas minoritários da fabricante de aeronaves brasileira já começaram a fazer consultas sobre os trâmites legais para contestarem os termos do acordo firmados com a norte-americana Boeing.

O modelo de negócio anunciado, que criará uma joint venture, tem feito os minoritários avaliarem que, na prática, a transação trata-se de uma aquisição, o que faria com que o gatilho da oferta pública de aquisição (OPA) fosse disparado para todos os acionistas minoritários. Os investidores já bateram na porta, por exemplo, do escritório Leoni Siqueira Advogados.

A banca é liderada por Carlos Leoni Siqueira que, nos anos 90, foi responsável pela gestão dos investimentos realizados pelo Grupo Bozano em diversas empresas que foram privatizadas, incluindo a própria Embraer. Siqueira foi, inclusive, presidente do Conselho de Administração da companhia.

Fiel da balança. O pleito dos minoritários da Embraer terá como fiel da balança a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, um dos acionistas minoritários da empresa, com quase 4% das ações. História semelhante ocorreu lá em 2006, no negócio global entre Mittal e Arcelor. Depois de muita briga, a Mittal, que tinha comprado na Europa a Arcelor, teve que estender a oferta aos acionistas da controlada, a Arcelor Brasil. Nesse caso, a Previ tomou posição publicamente e liderou os minoritários para exigirem a mesma metodologia de cálculo utilizada na aquisição do controle da Arcelor Europa pela Mittal Steel. Diante do sucesso, a Previ vendeu sua fatia de 4,2% do capital social da Arcelor Brasil e embolsou, na época, cerca de R$ 1,6 bilhão. Procurada, a Previ não comentou até a publicação.

Para ver a Coluna do Broadcast sem o delay assine o Broadcast+ e veja todos as notícias em tempo real.

Siga a @colunadobroad no Twitter

Tudo o que sabemos sobre:

embraerboeing

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.