Minoritários se unirão para impedir recompra de ativo pela Braskem

Minoritários se unirão para impedir recompra de ativo pela Braskem

Coluna do Broadcast

26 Setembro 2017 | 05h00

Um grupo de minoritários da Braskem está se movimentando para barrar a recompra da companhia de saneamento Cetrel, hoje nas mãos da Odebrecht, controladora da petroquímica. A compra do ativo por R$ 610 milhões foi anunciada em janeiro e a assembleia de acionistas para deliberar sobre o tema está marcada para ocorrer nesta semana. O argumento dos minoritários é que o negócio de saneamento está fora do negócio chave da Braskem e que a transação apenas se justifica para que a Odebrecht obtenha liquidez, em um momento em que a empresa corre atrás de recursos para o pagamento de seu acordo de leniência. A Cetrel lucra anualmente cerca de R$ 18 milhões, o que, para os minoritários, evidencia o preço salgado da operação. A empresa, localizada no polo de Camaçari, foi vendida pela Braskem à Odebrecht em 2012.

Ajudinha. O grupo buscará reforço para seu pleito junto à Petrobrás, acionista da Braskem com 47% das ações ordinárias – aquelas com direito a voto. A Odebrecht possui 50,1% dessa classe de ações. Por ser uma transação entre partes relacionadas, a Odebrecht não pode votar na assembleia.

Com a palavra
Procurada, a Braskem informou que a Centrel “tem papel relevante na gestão dos processos ambientais das atividades do Polo Petroquímico de Camaçari”. Adicionou, ainda que a aquisição “busca garantir a segurança e a confiabilidade das operações industriais no polo, em linha com a estratégia da Braskem de reforço de sua operação petroquímica.”

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