MRV vende mais do que o esperado nos EUA e avalia acelerar projetos

MRV vende mais do que o esperado nos EUA e avalia acelerar projetos

Circe Bonatelli

13 de maio de 2021 | 05h00

AHS Lake Worth, na Flórida / Crédito: divulgação

A MRV avalia revisar para cima seus planos de crescimento nos Estados Unidos, maior mercado imobiliário do mundo. A brasileira é dona da AHS, construtora que atende as famílias da classe média norte-americana, a chamada workforce. O copresidente da MRV, Eduardo Fischer, diz estar “extremamente entusiasmado” com o andamento dos negócios por lá. Segundo ele, a procura por apartamentos está acima do previsto, o que tem motivado a companhia a estudar a aceleração na compra de terrenos e, consequentemente, no lançamento dos projetos.

A norte-americana AHS surgiu como investimento do fundador e principal acionista da MRV, Rubens Menin, em conjunto com alguns sócios. No começo do ano passado, o negócio foi vendido à MRV. A AHS constrói prédios residenciais, aluga os apartamentos e administra os empreendimentos, para mais tarde vendê-los a grandes investidores – é aqui que realiza seus lucros.

Com a aquisição da AHS, foi definido um plano de negócios que prevê elevar a produção anual de apartamentos de 600 unidades por ano para 5 mil a partir de 2023, com prioridade nos Estados do Texas, Florida e Georgia e investimentos de US$ 236 milhões no período. É justamente essa meta que pode ser acelerada diante da resposta positiva do mercado que a companhia brasileira tem encontrado por lá.

Se cada unidade for vendida por US$ 220 mil em média, como prevê a MRV, o faturamento anual pode alcançar US$ 1,1 bilhão no médio a longo prazo, ou R$ 5,7 bilhões no patamar atual de câmbio. Esse montante equivale a 86% da receita líquida de todo o grupo em 2020. Ou seja, o conglomerado pode quase dobrar suas receitas.

Subsidiária americana é verticalizada

 A MRV está se diferenciando nos Estados Unidos por operar em todas as etapas da cadeia produtiva, desde a prospecção dos terrenos, até o desenvolvimento dos projetos, construção e comercialização, enquanto o mercado local é formado principalmente por empresas que atuam em cada um desses segmentos separadamente. Com essa operação vertical, a brasileira não tem custos com a contratação de parceiros, como as homebuilders norte-americanas.

Outra vantagem, segundo Fischer, foi a exportação do modelo de construção de paredes de concreto, como faz em suas obras no Brasil. O processo industrializado permite erguer edifícios em menos de um ano.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 12/05, às 20h15.

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