Mudança de BDR pode ser tentativa de limitar fuga de liquidez aos EUA

Mudança de BDR pode ser tentativa de limitar fuga de liquidez aos EUA

Fernanda Guimarães

16 Setembro 2018 | 09h54

Com mais duas empresas brasileiras programadas para abrirem seu capital nos Estados Unidos ainda neste ano, a Arco Educação e a Stone, a discussão no mercado brasileiro de como conter a fuga de liquidez para fora do País tem esquentado. Um dos caminhos discutidos é uma pequena alteração na regulação do programa das Brazilians Depositary Receipts (BDRs), que é aquele que permite que uma empresa listada fora do país possa ter papéis negociados diretamente na bolsa brasileira. A mudança abre a possibilidade de uma empresa brasileira que decidir realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Nova York, por exemplo, possa fazer, ao mesmo tempo, uma emissão de BDRs na bolsa brasileira, trazendo para o mercado local parte da liquidez dessas ações. A alteração seria cirúrgica: para permitir esse movimento seria necessário mudar uma cláusula que estabelece que, para uma empresa estar apta à emissão de BDRs, os seus ativos localizados no Brasil não podem corresponder à metade – ou mais – do total. Ou seja, seria preciso prover flexibilidade para que uma empresa com maioria de ativos no mercado brasileiro esteja apta a fazer essa emissão.

Céu é o limite
No início do ano a operação bilionária da PagSeguro em Nova York saltou aos olhos do mercado. A busca dessas empresas pelo território norte-americano, especialmente as do setor de tecnologia, é por múltiplos mais inflados do que os encontrados no Brasil, o que na prática significa um valor mais elevado pela companhia.

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