Multinacional já vê alta de custos por impasse sobre benefícios fiscais no País

Multinacional já vê alta de custos por impasse sobre benefícios fiscais no País

Gabriel Baldocchi

07 de janeiro de 2022 | 05h15

Prorrogação de programa de apoio aguarda sanção do Planalto   Foto: Fabio R. Pozzebom/Agência Brasil

A intensa negociação que se formou entre os setores em torno de incentivos fiscais nesta virada de ano entrou no rol de preocupações de multinacionais com atuação no Brasil. A fabricante de componentes eletrônicos SGH passou a considerar uma potencial alta de custos em 2022, como consequência da redução de benefícios no País. Um dos programas a que tem direito, o Padis, tem vigência prevista até 22 de janeiro. O Congresso já aprovou uma prorrogação até 2026, mas o tema aguarda sanção presidencial.

O caso é semelhante ao da indústria química. As mudanças no Reiq, voltado ao setor, já haviam sido aprovadas em lei em 2021, com a perspectiva de redução gradual até 2025. Mas o governo revogou o programa nos últimos dias do ano passado para compensar a medida que zerou o Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves.

A indústria está confiante sobre a sanção do Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays). Mas isso não significa que não haja riscos, diante de um ambiente político cada vez mais conturbado e da recomendação de veto por parte da Economia, segundo apurou a Coluna. A expectativa é que a decisão seja tomada até o fim desta semana.

A SGH fabrica LCDs e memórias – itens contemplados no Padis – em operações espalhadas ao redor do mundo. No Brasil, o grupo americano tem duas unidades de produção, em Atibaia (SP) e Manaus (AM). Até novembro de 2021, a SGH somava cerca de US$ 40 milhões (R$ 226 milhões) em créditos tributários acumulados em decorrência de benefícios fiscais no Brasil.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 06/01/22, às 12h23.

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