Na pandemia, empresas postergam entrega do formulário de referência à CVM

Na pandemia, empresas postergam entrega do formulário de referência à CVM

Mariana Durão

03 de junho de 2020 | 04h15

De 234 empresas listadas na B3, só 29 arquivaram o Formulário de Referência 2020, espécie de raio-X das companhias, até o fim de maio. É o que mostra levantamento da consultoria MZ, especializada em relações com investidores e que acompanha essas empresas. A maioria delas está se valendo da flexibilização de prazos de entrega de informações concedida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em função da pandemia.

O sócio da MZ, Cássio Rufino, diz que as empresas têm tido dúvidas em como atualizar o formulário e, assim, optaram por ganhar tempo. O período de adaptação ao esquema de trabalho remoto também pode ser uma explicação para a postergação, afirma.

Segundo André Vasconcellos, diretor técnico do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), a demora pode ser relacionar ao aprimoramento dos itens relacionados a fatores de riscos, já que a CVM pediu que as companhias abertas fossem rigorosamente transparentes e fidedignas aos impactos do covid-19 em seus negócios.

Nos EUA, poucas empresas brasileiras deixaram de entregar informações

No caso do Formulário 20-F, documento semelhante apresentado à Securities and Exchange Comission (SEC, a CVM norte-americana), apenas três empresas nacionais não entregaram. Elas correspondem a 11% das brasileiras que devem satisfações à xerife do mercado dos Estados Unidos, onde há 27 companhias nacionais listadas na NYSE ou na Nasdaq , enquanto 41 estão listadas na US OTC Markets .

Em relação à divulgação de resultados, 133 companhias entregaram os números do primeiro trimestre de 2020 dentro do prazo normal previsto na legislação. Um grupo de 101 companhias optou por usar a dilatação de prazo autorizada pelo regulador. Os balanços do primeiro tri poderão ser entregues excepcionalmente até o dia 29 de junho.

 

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