Na última temporada de verão, quase 4 milhões de passageiros sofreram com voos no Brasil

Na última temporada de verão, quase 4 milhões de passageiros sofreram com voos no Brasil

Cristiane Barbieri

27 de dezembro de 2019 | 04h11

Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

Na última temporada de férias de verão, quase 4 milhões de passageiros sofreram com atrasos de voos no País. A conclusão é da AirHelp, organização mundial especializada em direitos de passageiros aéreos, ao analisar o desempenho das principais companhias aéreas que atuaram no Brasil, no período de 15 de dezembro de 2018 a 15 de fevereiro de 2019. Nos mais de 150 mil voos que partiram dos aeroportos brasileiros, em torno de 20% sofreram atrasos superiores a 15 minutos ou foram cancelados. Mais de 180 mil passageiros, por sua vez, tiveram voos cancelados.

Leia também: Startups fazem disparar o número de ações na Justiça contra companhias aéreas

Ranking do stress. Segundo a AirHelp, a companhia aérea que registrou mais atrasos foi a Gol. A empresa teve mais de 12 mil voos decolados após o horário previsto ou cancelados, que impactaram mais de 1,7 milhões de pessoas. Apesar de ter menor participação de mercado, na sequência aparece a Azul, com mais de 750 mil passageiros afetados. Depois vieram a Latam, com mais de 660 mil e Avianca; mais de 400 mil pessoas.

Veja ainda: Governo tenta atrair 40 aéreas para o Brasil

Até tu?. Apesar de ter sido eleita a melhor companhia aérea do mundo no World Airline Awards, a Qatar Airways teve, de cada dez voos previstos no País, quatro com problemas. Já as duas companhias mais pontuais foram a Emirates (7,5%) e a Copa, com apenas 5% de voos atrasados ou cancelados.

Outras causas. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou, por nota, que 85% dos voos partiram e chegaram nos horários previstos em 2018, segundo o critério de 15 minutos de tolerância. Diz também que o desempenho é superior ao dos EUA, que teve pontualidade de 82% no período. Do total de atrasos em 2018, apenas 24,1% foram de responsabilidade das companhias. Os 75,9% restantes foram de outras causas.

Indústria. A Abear diz ainda que a AirHelp é uma das cerca de 30 empresas que, “aproveitando-se de lacunas da legislação brasileira, inflacionam custos e o número de processos ao fazer crescer, injustificadamente, o número de causas judiciais junto à aviação brasileira, onerando também o Estado, o Poder Judiciário e a sociedade”. Segundo a entidade, o setor aéreo deve desembolsar cerca de R$ 500 milhões em processos judiciais, em 2020.

 

Contato: colunabroadcast@estadao.com
Siga a @colunadobroadcast no Twitter

 

Tendências: