No mercado secundário, debênture da Vale tem preço 8% acima de lote do BNDES

No mercado secundário, debênture da Vale tem preço 8% acima de lote do BNDES

Cynthia Decloedt

15 de abril de 2021 | 05h10

Sede da Vale, no Rio de Janeiro. Foto: Fabio Motta/Estadão

Sem prazo de vencimento e com retorno ao investidor ligado ao preço do minério de ferro, as debêntures participativas da Vale estão sendo negociadas no mercado secundário a R$ 58,00, com um ágio de mais de 8% em relação ao preço pelo qual foram vendidos, na segunda-feira (12), os papéis dessa mesma emissão que estavam com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a União.

Na oferta, mais de 200 milhões dessas debêntures trocaram de mãos ao preço de R$ 53,50 cada, e com a venda, o BNDES arrecadou R$ 11,5 bilhões. O lote correspondia a 55% dos papéis dessa classe emitidos pela Vale em 1997, em um dos trâmites da privatização da mineradora. Pela atratividade da remuneração e pelo fato de os papéis serem perpétuos – sem vencimento -, poucos desejam se desfazer deles.

Poucos investidores levaram a maior parte da oferta

Como a liquidação da venda do BNDES acontece nesta quinta, os compradores podem começar a vender os papéis na segunda-feira (19). Apesar do apetite já demonstrado no mercado secundário, resta saber se os compradores do lote do BNDES vão querer vender suas posições. Embora o banco tenha oferecido os papéis a 75 investidores qualificados, já que a estrutura da oferta era restrita, apenas 10 casas levaram 75% do montante.

Eventualmente, quem comprou os papéis do BNDES pode buscar uma oferta de preço melhor por parte da própria Vale, que mudou recentemente as cláusulas das debêntures para que possa recomprar parte delas.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 14/04, às 14h34.

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