Novo conselho do BB gera embate e pressiona CVM

Novo conselho do BB gera embate e pressiona CVM

Coluna do Broadcast

17 de abril de 2019 | 04h00

O inédito movimento de escolha de executivos de mercado para liderar os conselhos de administração dos bancos públicos se transformou em verdadeiro cabo de guerra no caso do Banco do Brasil. Enquanto a indicação ex-BC Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital, segue indefinida, o colegiado nomeou o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Junior, para o fim do mandato 2017-2019.

A decisão era necessária, uma vez que a presidência do Conselho estava vaga e tinha de ser preenchida. Além disso, ocorre após questionamentos sobre eventuais conflitos de interesse em torno da indicação do ex-BC. Agora, há expectativa pelo parecer da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Comissão de Ética da Pública (CEP) sobre o nome de Figueiredo.

Batata quente. Os dois órgãos já teriam avaliado o tema, mas até agora não se posicionaram. Na CVM, parte do colegiado acredita não existir conflito, mas a análise não se estenderia à área técnica. Há quem diga que tanto uma quanto a outra instituição não querem mexer nessa ferida. O parecer de ambas, porém, é tido como fundamental para Figueiredo ser chancelado como presidente. Uma possibilidade é ele permanecer apenas como membro do Conselho, caso tenha interesse.

Sem comentários. Procurado, o Ministério da Economia não se manifestou. O BB também não comentou. A CVM informou que não foi acionada formalmente sobre o assunto, mas que “não comenta casos específicos” e que “acompanha e analisa informações e movimentações envolvendo companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário”. A Comissão de Ética não retornou.

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