Novo presidente da Rappi no Brasil, do Softbank, já assumiu posto

Novo presidente da Rappi no Brasil, do Softbank, já assumiu posto

Aline Bronzati

19 de janeiro de 2020 | 05h00

No dia seguinte ao deixar a Cielo, na última terça-feira, Sergio Saraiva já assumiu o cargo mais alto da startup colombiana Rappi no Brasil. Sem descanso entre empregos, ele chega à novata em meio a centenas de cortes em sua operação.

De Norte a Sul. Em todo o mundo, a Rappi cortou 6% da força de trabalho, conforme informou a própria empresa na semana passada. Vale lembrar que os desligamentos ocorrem menos um ano após a startup colombiana receber aporte de US$ 1 bilhão do conglomerado japonês Softbank.

Grisalhos. Por falar na novata, a Rappi é o segundo unicórnio a contratar um executivo com larga experiência do mercado financeiro, nos últimos meses. Antes dela, a brasileira Nubank, maior fintech da América Latina, levou o diretor de cartões e financiamento do Itaú Unibanco, Marcelo Kopel. O movimento acendeu os holofotes quanto à possível abertura de capital da novata, já que o executivo também ocupou o cargo de diretor financeiro no banco. Até então, as fintechs e startups estavam recrutando executivos mais experientes para posições de consultores ou conselheiros. Agora, “os grisalhos” chegam para ajudar no dia a dia.

Faz diferença. A cofundadora e vice-presidente do Nubank, Cristina Junqueira, disse certa vez que a chegada de “cabelos brancos” ajuda a identificar oportunidades, mas também riscos em relação à fintech. Procurada, a Rappi não comentou.