Novonor e Petrobras escolhem bancos para vender Braskem em fevereiro

Novonor e Petrobras escolhem bancos para vender Braskem em fevereiro

Cynthia Decloedt e Cristiane Barbieri

09 de dezembro de 2021 | 05h15

Sócios querem aproveitar a valorização da Braskem e evitar volatilidade das eleições  Foto: Daniel Teixeira/AE

O processo para seleção dos bancos que participarão da oferta de ações da Braskem em Bolsa foi iniciado. Morgan Stanley e JPMorgan estarão à frente do grupo de instituições que realizarão a operação. Depois que Petrobras e Novonor, os dois principais acionistas da petroquímica chegaram a um acordo para a venda de suas respectivas participações, agora a ideia é colocar a oferta em pé. Por enquanto, a proposta em estruturação é de realizar a venda por meio de mais de uma oferta subsequente de ações (follow on) e para ganhar tempo, conduzir a primeira somente com ações preferenciais (sem direito a voto), no início de fevereiro. Depois levar a Braskem para o Novo Mercado, segmento de maior governança da B3, e vender o restante das ações – ou parte disso – em mais duas ofertas posteriores.

Esta teria sido uma decisão pragmática tomada pela Novonor para satisfazer os bancos credores e, ao mesmo tempo, aproveitar a valorização da companhia, puxada em parte pelo ciclo positivo das commodities, e evitar a volatilidade das eleições.

Bradesco, Itaú, Santander, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) têm ações da Braskem, que foram recebidas como garantia a empréstimos concedidos à Odebrecht. A venda das preferenciais somada ao dividendo bilionário – de mais de R$ 6 bilhões – que a Braskem vai distribuir reduz a pressão dos credores.

Parte dos dividendos, conforme prevê o plano de recuperação judicial da Odebrecht, vai para os bancos credores, donos das ações.

O que foi possível

Segundo fonte próxima ao negócio, a venda via Bolsa não é o melhor caminho para obter mais dinheiro pela Braskem, mas é o que os dois acionistas (com e credores pressionando) conseguiram construir. Para ele, os sócios poderiam ter conseguido um preço melhor vendendo a operação no exterior para um comprador e a parte brasileira para outro, mas eles tiveram dificuldades em se acertar.

O sindicato, como é chamado o grupo de bancos que vai conduzir a oferta, está perto de ser fechado. Morgan Stanley, que foi contratado pela Novonor, e JPMorgan, que assessora a Petrobras, submeteram a “lista” das instituições para aprovações dos conselhos de ambas companhias. Procuradas, a Novonor e a Petrobras não se manifestaram.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 08/12/21, às 15h42.

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.