O ex-agricultor que fechou parceria com a Epson e vai faturar R$ 250 mi

O ex-agricultor que fechou parceria com a Epson e vai faturar R$ 250 mi

Altamiro Silva Junior

15 de abril de 2022 | 05h20

José Martinho Reis, fundador da Reis Office   Foto: Felipe Madruga

Nascido na pequena cidade de Senhora de Oliveira, a 160 km de Belo Horizonte, com pai agricultor e formado em técnico agrícola, José Martinho Reis não quis saber do trabalho no campo. Resolveu se mudar para São Paulo no início dos anos 1970 e começou como office boy na fabricante de máquinas de escrever Olivetti, um setor que seria enterrado com a popularização dos computadores.

Reis ficou na Olivetti até meados dos anos 1980. Trabalhou nas áreas de cobrança, vendas e conseguiu fazer faculdade, cursando administração de empresas. Em 1984, quando a Olivetti aboliu as vendas diretas de máquinas, resolveu fundar com uma amigo sua própria empresa, chamada de César Reis, um negócio de revendas de equipamentos de escritório, incluindo as ainda muito populares máquinas de escrever. No começo dos anos 2000, nova mudança. As máquinas de escrever caíram em desuso e, em 2001, seu sócio desistiu do negócio.

Terceirização

Foi aí que Reis decidiu rebatizar a empresa, que passou a se chamar Reis Office, e investiu em terceirização, com a oferta de locação, operação, manutenção e equipamentos de impressão para empresas. A ideia deu certo e a companhia foi crescendo até faturar R$ 230 milhões em 2021, com expansão de 30% ante o ano anterior. Para este ano, Reis projeta faturar até R$ 260 milhões. Hoje, são mais de 300 funcionários na sede em Guarulhos e 12 mil equipamentos nos clientes, que incluem empresas das áreas médica, indústria e transportes, que desejam reduzir custos com impressão.

O novo pulo do gato veio de uma parceria com exclusividade com a gigante japonesa de impressoras Epson, que vai permitir operar em produtos como impressão de camisetas, papel de parede e em produtos como canecas. Assim como foi com a máquina de escrever, o setor de impressão muda a todo momento. Se as empresas querem economizar com papel, até para serem ecologicamente corretas, surgem novos nichos, que ganharam força com a pandemia e o avanço das compras pela internet, como a impressão de etiquetas para pacotes.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 14/04/22, às 16h19.

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