OEC corre para acordo com credor antes de 4 de julho

OEC corre para acordo com credor antes de 4 de julho

Coluna do Broadcast

14 de junho de 2019 | 04h00

A OEC, construtora do Grupo Odebrecht, e seus credores aceleraram conversas para fechar o acordo de reestruturação de US$ 2,9 bilhões em bônus que são garantidos pela companhia antes do feriado americano de 4 de julho. As discussões envolvem corte nessa dívida de cerca de 70% e seu alongamento de forma que o prazo médio de pagamento ocorra em mais de 20 anos. No entanto, o bônus perpétuo continuará sem vencimento. Outras condições que estão na mesa são a entrega aos credores da maior parte do lucro excedente após distribuição a acionistas. Se as negociações não forem bem-sucedidas, uma proposta de entrega de ações da OEC não é descartada, embora alguns interlocutores afirmem não ser essa hipótese a mais bem aceita pelos credores.

Hurry up, baby. A pressa para concluir os termos de um acordo tem dois bons motivos. O primeiro é que as conversas formais são conduzidas junto a um grupo que tem 45% dessa dívida e, depois disso, será necessário atrair outros 15% de credores para fechar os 60% exigidos para que o plano seja aprovado pela Justiça nos moldes de uma recuperação extrajudicial. Já a data coincide com o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, que é um marco do início do período de queda na liquidez em Wall Street, por conta das férias no Hemisfério Norte, depois disso.

Panos quentes. O segundo motivo diz respeito à capacidade de a companhia executar seu plano operacional, base para o cumprimento do plano de pagamento dessa dívida. Os principais executivos da OEC têm gasto muito tempo para convencer clientes e fornecedores de que a atividade da construtora não está diretamente comprometida pela recuperação judicial da Atvos e pelas questões envolvendo a holding do grupo, sob ameaça de ser executada por outros credores.

Cada um por si. A piora do cenário econômico também joga contra. A expectativa de entrada de mais de US$ 1,1 bilhão em novos contratos na OEC, já caiu pela metade. Mas o plano operacional a partir do qual a construtora negocia com os credores é o mesmo. Para compensar essa e outras dificuldades, ativos como máquinas e recebíveis, por exemplo, estão constantemente sendo colocados à venda. Procurada, a OEC não comentou.

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