Oferta de debêntures da Petrobrás também chega nas redes sociais

Oferta de debêntures da Petrobrás também chega nas redes sociais

Coluna do Broadcast

20 de setembro de 2019 | 04h00

O esforço de distribuição de debêntures da Petrobrás repete a experiência da oferta subsequente de ações (follow on) e já está nas redes sociais de olho no interesse crescente das pessoas físicas. A iniciativa tenta atrair brasileiros que buscam melhor rentabilidade em tempos de juro brasileiro no piso histórico. O prospecto da oferta está até no stories do Instagram, uma função da rede social que permite a publicação de fotos e vídeos. A publicidade é encabeçada pela XP Investimentos, que está no sindicato de instituições financeiras que estruturam essa emissão. É a mesma receita que deu certo no follow on. Na oferta de ações da Petrobrás, que ocorreu em junho, houve a subscrição por 13.251 pessoas físicas, correspondendo a 28,5% do volume.

Youtubers. A estratégia de aproximar a oferta das pessoas físicas rendeu, no entanto, uma dor de cabeça logo após o lançamento da oferta, no fim do mês passado. Por conta de uma entrevista da diretora de relações com investidores da petroleira, Andrea Almeida, concedida à XP e veiculada no Youtube, a CVM chegou a suspender a oferta por 30 dias. Pelas regras do regulador, as pessoas envolvidas em uma oferta pública são proibidas de se manifestar na mídia sobre a operação até a divulgação do anúncio de encerramento de distribuição.

Dos males… A suspensão da oferta pela CVM, por outro lado, acabou beneficiando a Petrobrás, que, por consequência, teve de adiar a data do processo de precificação (bookbuilding) para o próximo dia 25. Anteriormente, a data marcada era 10 de setembro, ou seja, antes da reunião de política monetária brasileira e dos Estados Unidos. Agora, a Petrobrás evita a volatilidade comum aos dias que antecedem decisões de política monetária, mas corre o risco de ter de pagar um pouco mais de prêmio ao investidor para compensar a queda da Selic para 5,5% e, sobretudo, apostas de que pode chegar ao ano abaixo de 5%.

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