Oferta do Banrisul volta a causar ruído no mercado

Oferta do Banrisul volta a causar ruído no mercado

Coluna do Broadcast

11 de setembro de 2019 | 04h00

A oferta subsequente (follow on) do Banrisul para a venda de uma fatia excedente do controle do governo do Rio Grande do Sul voltou a causar polêmica entre investidores. Os críticos afirmam que a operação seria mais vantajosa se o banco gaúcho fosse privatizado. O modelo anunciado, ao contrário, deve gerar dinheiro somente para cobrir despesas correntes. A operação é estimada em mais de R$ 2 bilhões. A oferta dos papéis só pode ocorrer se o valor de mercado do banco estiver acima do patrimonial. Para isso, a ação preferencial classe B do Banrisul precisa ficar acima de R$ 19,32. O papel fechou cotado a R$ 23 ontem, após cair 3% com o anúncio. Isso significa que o espaço para oferecer um desconto ao investidor e atraí-lo para a oferta pode ficar apertada.

Saia-justa. O desconto que os bancos poderão oferecer não pode ser, considerando o fechamento da ação ontem, superior a 16%, já que isso levaria o valor de mercado abaixo do patrimonial, inviabilizando a operação. Pesa contra os cálculos do desconto ainda o fato de que o follow on envolve apenas ações ordinárias, que são de menor liquidez, aumentando a pressão do investidor. Além disso, existe a percepção de que o banco, operacionalmente, não está redondo. Por exemplo, a oferta está sendo levada sem que o Banrisul tenha divulgado metas de crescimento.

Popular e político. A liminar que envolveu o banco gaúcho teve origem em uma ação popular movida pelo ex-presidente do banco e que concorreu ao governo do Rio Grande do Sul nas últimas eleições, Mateus Bandeira, enfatizando a destruição de valor da instituição preferida dos gaúchos nesse modelo em que o Estado segue controlador. Procurado, o Banrisul não comentou.

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