Ofertas de empresas já listadas podem resistir à volatilidade e superar R$ 12 bi

Ofertas de empresas já listadas podem resistir à volatilidade e superar R$ 12 bi

Cynthia Decloedt, Altamiro Silva Junior e Cristiane Barbieri

15 de setembro de 2021 | 05h00

Gestores dizem preferir comprar as ações já listadas neste momento  Foto: Werther Santana/Estadão

Pelo menos R$ 12 bilhões em ofertas subsequentes de ações (follow on, no jargão dos investidores) estão sendo preparadas para chegar ao mercado nas próximas semanas. O movimento mostra a preocupação das empresas em se capitalizar antes de uma eventual piora no cenário ou mesmo para bancar eventuais fusões e aquisições. A antecipação da corrida eleitoral presidencial levou volatilidade à Bolsa, e essas operações podem ser colocadas em pé rapidamente. Há ao menos 12 empresas na fila das ofertas subsequentes. Gestores estão céticos em relação à concretização de muitas aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês) nos próximos meses. As ofertas subsequentes, porém, são mais fáceis de emplacar, porque têm o referencial de preço na Bolsa. Os próprios gestores dizem preferir neste momento comprar ações já listadas.

A fila já começou a andar. A  Totvs anunciou na segunda-feira uma oferta de R$ 1,5 bilhão, que pode alcançar R$ 2,5 bilhões, caso seja vendido o lote adicional pelo preço da ação da companhia no fechamento do dia 10, de R$ 38,20. A oferta deve ser concluída no dia 21. Outro grupo que não descarta uma oferta subsequente é o Vitru Educação, que tomou financiamento bancário de R$ 1,95 bilhão para bancar parte da aquisição UniCesumar.

Instabilidade pré-eleitoral

“Em qualquer lugar no mundo, a volatilidade preocupa e as ofertas subsequentes têm um processo mais curto e mais simples”, diz o responsável pelo banco de investimento do Santander, Gustavo Miranda. Ao mesmo tempo, são uma opção de captação que melhor se encaixa à dinâmica de demanda do mercado no momento, com os investidores privilegiando mais liquidez, por conta da antecipação instabilidade pré-eleitoral.

“Se existe uma percepção de necessidade de caixa pela empresa, atualmente o follow on é alternativa que existe em Bolsa”, diz. No acumulado deste ano, foram feitas 20 ofertas subsequentes e 45 iniciais. “Esses números devem se equilibrar daqui até o fim do ano”, afirma.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 14/09/2021 às 17h13.

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