Oi planeja captar mais R$ 2 bilhões até começo do próximo ano

Oi planeja captar mais R$ 2 bilhões até começo do próximo ano

Circe Bonatelli

18 de agosto de 2020 | 05h25

A Oi está se preparando para captar mais R$ 2 bilhões até o fim deste ano ou, no máximo, até o começo do ano que vem. O dinheiro será usado para bombar a expansão das redes de fibra ótica pelo País, foco das suas operações. Aliás, os próprios ativos de fibra serão usados como garantia da nova captação, conforme apurou a Coluna do Broadcast com fontes. Procurada, a Oi não comenta o assunto. Para esta captação se tornar realidade, a tele precisará obter a aprovação dos credores à sua proposta de aditamento ao plano de recuperação judicial, que será submetido à votação em assembleia no dia 8 de setembro.

Independente. A captação é um mecanismo previsto na nova versão do plano da Oi, atualizada semana passada. Se aprovado, o novo termo permitirá que a operadora busque R$ 2 bilhões para reforçar o caixa sem a necessidade de autorização prévia dos credores ou do juízo. A entrada do montante também independe de eventuais aumentos de capital no futuro.

Agilizando. A Oi quer reforçar os investimentos antes mesmo da conclusão da formação da InfraCo, subsidiária que englobará a rede de fibra e será desenvolvida pela operadora em parceria com um sócio. No momento há mais de dez investidores interessados na subsidiária, e o negócio tem previsão de ser fechado até março. A fibra é essencial no universo de telecomunicações tanto por dar suporte à oferta de banda larga quanto para levar o sinal até antenas usadas na internet móvel de 4G e 5G.

Dinheiro que não acaba mais. O plano de recuperação original da Oi foi aprovado em dezembro de 2017 e permitiu à companhia não só diminuir sua dívida de R$ 65 bilhões como também aumentar o caixa por meio de um conjunto de operações já concretizadas de lá pra cá, como o aumento de capital de R$ 4 bilhões, a emissão de debêntures de R$ 2,5 bilhões e a venda da participação na operadora angolana Unitel por US$ 1 bilhão.

E tem mais. Mas isso foi insuficiente para recolocar a Oi nos trilhos, argumenta a direção da tele. Tanto que o aditamento ao plano prevê a venda de redes móveis, torres, data centers e parte da participação no negócio de fibra por mais de R$ 20 bilhões. Os recursos servirão para abater as dívidas restantes e alimentar os investimentos anuais, que também são bilionários.

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