Oi pode ser fatiada e ter operações distribuídas entre operadoras locais

Oi pode ser fatiada e ter operações distribuídas entre operadoras locais

Coluna do Broadcast

25 de setembro de 2019 | 04h00

A operadora Oi, em recuperação judicial desde 2016, pode ser fatiada e ter, ao final, suas operações de telefonia fixa, móvel e de infraestrutura nas mãos das três teles que já atuam no Brasil. A ideia teria consenso dentro da Anatel e o mais provável seria que tal desdobramento ocorresse em 2020, quando a empresa pode estar sem caixa se não conseguir novos empréstimos ou vender ativos secundários. Essa hipótese cresce à medida que os maiores acionistas – que são ex-credores e tiveram a dívida transformada em ações – não têm dado sinais de que podem injetar mais dinheiro na tele. Para TIM, Vivo e Claro o plano seria bem-vindo, já que apenas teriam de esperar que os ativos “lhes caíssem no colo”.

Enquanto isso… A espanhola Telefônica, dona da Vivo, e a Telecom Itália, dona da TIM, já manifestaram interesse em estudar uma possível compra das operações de telefonia móvel da Oi. Existem conversas sendo feitas nos bastidores também com a AT&T e com a China Telecom. A recente mudança no marco regulatório de telecomunicações, que aguarda sanção presidencial, ajudou a atrair as concorrentes para o negócio. Mesmo o segmento fixo, considerado obsoleto, pode criar interesse com o novo marco, já que dispensa obrigações de investimentos em telefonia fixa. Procuradas, Oi e Anatel não comentaram. (Com Circe Bonatteli)

Contato: colunabroadcast@estadao.com

Siga a @colunadobroadcast no Twitter

Tudo o que sabemos sobre:

OiAnatelTimVivo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: