‘Opção de Copom’ registra 1,2 mil contratos diários no 1º mês de vida

‘Opção de Copom’ registra 1,2 mil contratos diários no 1º mês de vida

Fernanda Guimarães

12 de julho de 2020 | 05h02

 

Novidade na B3, a “opção de copom”, na qual o investidor pode aplicar na expectativa para a taxa básica de juros a cada reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, do Banco Central (BC), registrou no primeiro mês desde seu lançamento a média de 1.220 contratos por dia. Já são mais de 17 mil contratos em aberto. O produto foi majoritariamente utilizado por investidores institucionais, responsáveis por 75,7% dos negócios. Já as instituições financeiras ficaram com a fatia de 21,9%.

Regras do jogo. O valor da aplicação paga pelo investidor nessa opção depende da probabilidade de acontecer cada cenário. Por exemplo: se o mercado apontar uma chance de 60% de os juros caírem mais 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Copom em agosto, levando a Selic para 2%, e o investidor aplicar nessa expectativa, ele poderá ter um lucro de R$ 4 mil com o contrato de opção se esse for o corte do juro. Ele receberia, se confirmada a aposta, R$ 10 mil, mas por conta da probabilidade do evento ocorrer (60%) haveria um desconto dos R$ 6 mil. Se a probabilidade de o evento ocorrer fosse de 70%, o custo do contrato seria de R$ 7 mil e por aí vai. Quanto menos arriscada a probabilidade do evento ocorrer, menor o lucro de quem acertar. Na opção de copom, quem errar, perde tudo.

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