Operação para salvar Andrade Gutierrez pode subir no telhado

Operação para salvar Andrade Gutierrez pode subir no telhado

Coluna do Broadcast

27 Maio 2018 | 09h34

O empréstimo que deve salvar a Andrade Gutierrez de um calote na semana que vem está subindo no telhado. Metade dos investidores estrangeiros que participariam da operação desistiu. Eles consideram que a empresa precisa reforçar as garantias apresentadas, dada sua situação frágil. Além de a Andrade Gutierrez negociar acordo de leniência, previsto para ser assinado em junho, a CCR foi citada este ano em uma das delações da Operação Lava Jato.

Foi tudo
O empréstimo é costurado pela gestora norte-americana Pimco, de longa data investidora em títulos da dívida brasileira, tendo como garantia toda a participação de pouco mais de 14% da Andrade na CCR. A transação prevê a emissão de novos bônus pela Andrade Gutierrez, garantidos pelas ações da CCR, a serem adquiridos por investidores de fundos da Pimco.

Deadline
Com os recursos obtidos, a Andrade pagaria os US$ 325 milhões em bônus, que estão vencidos, cuja carência termina no próximo dia 30, quarta-feira da semana que vem. Se não pagar, a Andrade corre o risco de ter todas as dívidas da companhia cobradas, ou aceleradas, como se diz no jargão do mercado. Procurada, a Andrade Gutierrez não comentou.

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