Pandemia muda preferências de consumidores por imóveis

Pandemia muda preferências de consumidores por imóveis

Circe Bonatelli

14 de agosto de 2020 | 05h00

São Paulo 26/02/2016 – CIDADES – METRÓPOLE – IMÓVEIS – PRÉDIOS – SKYLINE – ZONEAMENTO – Prédios da região da Avenida Paulista e Jardins visto da Avenida Faria Lima – Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

As preferências por imóveis estão mudando após a chegada da pandemia, que forçou as famílias a passarem mais tempo de dentro de casa e repensarem seus ideais de comodidade. A procura por apartamentos com varanda gourmet ou churrasqueira, por exemplo, cresceu 195%. Já a busca por unidades acima de 120 m² subiu 100%, e a acima de 200 m², 25%. Além disso, a procura por casas (no lugar de apartamentos) também aumentou 25%.

O que eu quero? Os dados fazem parte de um levantamento do site de classificados Kzas comparando os meses de abril a julho – quando a quarentena atingiu seu auge – na comparação com janeiro a março – antes da crise. O fundador e presidente da empresa, Roberto Nascimento, diz que é evidente o interesse maior do consumidor por imóveis maiores e localizados em bairros mais sossegados.

Quase sossego. Mas a pandemia não foi suficiente para reverter a prioridade na busca por imóveis nas intermediações de estações de metrô e ônibus nas cidades grandes. Alguns analistas acreditavam que o surto de coronavírus pudesse esfriar o interesse por essas regiões.

Chama um Uber. De acordo com pesquisa realizada pelo site Apê11, hoje o número de clientes que busca imóvel sem exigir uma vaga de garagem representa 85% do total. Esse comportamento reflete a tendência de queda no uso do carro no dia a dia e preferência por outras formas de locomoção, desde o transporte público até o uso de aplicativos, avalia o co-fundador da startup, Leonardo Azevedo.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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