Parte de empresas na fila de abertura de capital vai esperar fim da volatilidade na Bolsa

Parte de empresas na fila de abertura de capital vai esperar fim da volatilidade na Bolsa

Fernanda Guimarães

08 de março de 2020 | 05h35

Uma parte considerável das empresas que estão com pedido de registro para abrir capital na B3 na próxima janela, que se abre no fim deste mês, vai decidir se seguirá com suas ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) daqui a 15 ou 20 dias. O surto de coronavírus tem consequências globais incertas e provocou uma onda crescente de aversão ao risco nos mercados financeiros globais. O movimento colocou em compasso de espera os planos das companhias de estrearem na B3. O Ibovespa, por exemplo, já acumula queda de 15% no ano. A volatilidade cresceu ao longo da semana e começou apenas agora a alterar os cronogramas inicialmente previstos.

Regra do jogo. Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), regulador do mercado de capitais, há hoje 23 pedidos para IPOs, o que leva à falsa percepção de que nenhum cronograma mudou. Na prática, ao arquivarem os protocolos das ofertas, as empresas ganharam a opção de poder fazer a oferta inicial caso as incertezas se dissipem até meados de abril. Pelo prazo regulatório, as interessadas em abrir capital utilizando os dados fechados de 2019 tinham de fazer o pedido até esta sexta-feira, 6. As que não fizeram terão de utilizar os números referentes ao primeiro trimestre de 2020. Se o mercado melhorar, todas as companhias com o pedido já feito, contudo, poderão seguir com os planos.

Tem exceção. A Vamos Alocação, que pertence à JSL, nas conversas iniciais com investidores identificou demanda e iniciou o road show hoje e marcou a data da precificação. A empresa lançou sua oferta em meio à crise do coronavírus – e pode captar até R$ 1,5 bilhão na Bolsa. As ações serão precificadas no dia 25 de março. Outras companhias também podem enfrentar a volatilidade, mas serão poucas que passarão pela peneira. O coordenador líder da oferta da Vamos é o BTG Pactual e no sindicato ainda estão a XP, JPMorgan, Itaú BBA, BB Investimentos, Santander e Bradesco BBI.

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