Pátria vai a leilão da Oi e entrega envelope vazio

Pátria vai a leilão da Oi e entrega envelope vazio

Circe Bonatelli

26 de novembro de 2020 | 17h32

Prédio da Oi. Empresa pretende separar negócios e colocá-los à venda

 

A gestora de recursos Pátria Investimentos protagonizou uma situação inusitada, durante o leilão das torres de telefonia móvel da Oi. Os representantes da gestora entregaram um envelope sem proposta pelos ativos em disputa. Ninguém entendeu nada.

Cri-cri. O evento ocorreu em audiência virtual liderada pelo juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Com o envelope em mãos, o magistrado procurou pela proposta e não achou nada. Passou aos assessores, que confirmaram a ausência de qualquer lance pelas torres. Numa tentativa de esclarecer, Viana ainda perguntou se havia representantes do Pátria na audiência virtual. Silêncio. Não tinha ninguém lá.

Telefone sem fio. Na semana passada, todas as partes envolvidas no leilão receberam por e-mail um convite com o link para a audiência. Nele, constavam endereços de e-mail de pessoas do Pátria sendo convocadas para o evento, o que deu origem aos rumores de que a gestora de recursos também iria tentar arrematar as torres da Oi. No entanto, o Pátria não formalizou seu interesse em participar do leilão como estabeleciam as regras do edital.

Oi? “Quando se abriu o envelope, ali só tinha documentos do Pátria mostrando interesse em participar. Mas eles tinham de ter feito isso dentro do prazo do edital. Ali, na audiência era para mostrar uma proposta e aparecer na audiência. Mas não fizeram nada disso”, relata um pessoa que presenciou tudo.

Eis a explicação. O Pátria teria ido parar no leilão de torres da Oi por um suposto engano e não tinha planos de dar lance algum pelos ativos no evento realizado nesta quinta-feira. A Coluna apurou que a gestora de recursos se habilitou há cerca de um mês para analisar as torres em detalhes e, a partir daí, decidir se seguiria ou não nas negociações. A opção foi por não seguir.

Algo deu erro. Um suposto erro na condução do processo fez com que os documentos da fase de habilitação para análise fossem parar na fase de abertura de propostas firmes, causando uma confusão hoje no leilão. Não se sabe ainda de onde partiu o suposto erro.

Deu o esperado. Com isso, as torres da Oi ficaram com a Highline, empresa de infraestrutura de telecomunicações que deu o lance de R$ 1,067 bilhão. Procurado, o Pátria não se manifestou.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 27/11/2020 às 17:28:39 .

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