Pequeno investidor cresce (mais) na B3 em meio à pandemia

Pequeno investidor cresce (mais) na B3 em meio à pandemia

Fernanda Guimarães

05 de maio de 2020 | 05h00

Depois de o número de pessoas físicas na Bolsa brasileira mais do que dobrar no ano passado, a crise que emergiu com a pandemia criou a expectativa de que os pequenos – e novatos – investidores fugiriam, frente a tamanha volatilidade do mercado. No entanto, aconteceu o aposto. Depois de mais de 300 mil novos investidores se registrarem na B3 em março, outros 100 mil chegaram em abril. Hoje, já são 2,385 milhões de CPFs inscritos na Bolsa – o grupo era de um pouco mais de 800 mil no fim de 2018. Se antes esses investidores eram deixados de escanteio, desde o início da pandemia eles têm sido o público preferencial de uma quantidade significativa de “lives”. As transmissões ao vivo com presidentes de empresas, grandes investidores e gestores bem sucedidos têm movimentado muito mais o setor financeiro, inclusive, do que o setor musical.

Pausa no dia. De olho na pessoa física, na terça-feira, dia 5, Gilson Finkelsztain, presidente da B3, fará uma  nova live voltada ao pequeno investidor. Em parceria entre a corretora Clear, do Grupo XP, o evento da B3 terá duração de seis horas – e Finkelsztain participará do primeiro painel. Além dele, estará o presidente do conselho de administração da Renner, José Gallo.

Grandes notáveis. Somado, o volume aplicado pelas pessoas físicas é grande. Apenas em março, foram R$ 17,5 bilhões na Bolsa (resultado da entrada menos o volume de saída). Em abril, foram mais R$ 5,6 bilhões. Com isso, o saldo dos pequenos investidores no ano está em R$ 31,8 bilhões.

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