Pessoa física que comprou Petrobras com trava só pode vender dia 23

Pessoa física que comprou Petrobras com trava só pode vender dia 23

Fernanda Guimarães

12 de março de 2020 | 04h15

O investidor do varejo que comprou ações da Petrobras com o chamado “lock-up” (restrição de venda) poderá vender a ação – que pagou a R$ 30 na oferta subsequente (follow on) da petroleira no início de fevereiro – apenas no dia 23 de março. Cerca de 53 mil pessoas físicas participaram do movimento. Cerca de 40 mil deles aceitaram a trava de venda, para terem seus pedidos priorizados. A ação fechou ontem a R$ 16,37 .

Dois lados. A estrutura divide opiniões no mercado. Os críticos dizem que ela cria assimetria entre os investidores institucionais e as pessoas físicas, que ficam de mãos atadas por não poder vender os papéis e serem obrigadas a olhar a queda das ações “da janela”. Os que defendem dizem que o lock-up permite que as pessoas físicas ampliem a participação nos lançamentos de ações. Apesar da polêmica, era um risco grifado no prospecto da oferta. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi o vendedor das ações da petroleira no início de fevereiro, em uma oferta de cerca de R$ 22 bilhões. Com a venda, o lucro para o banco de fomento foi de R$ 4,6 bilhões.

Defesa. A estrutura do “lock-up” foi criada em uma tentativa de separar o investidor pessoa física dos “flipper”, como são chamados aqueles que compram papéis nas ofertas, mas os vendem no dia seguinte gerando pressão no preço da ação.

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