Petrobras reduz de 100 para 15 dias geração de caixa suficiente para pagamento de juros

Petrobras reduz de 100 para 15 dias geração de caixa suficiente para pagamento de juros

Cynthia Decloedt

01 de junho de 2022 | 05h40

Alta no preço do petróleo contribui para redução da dívida  Foto: Geraldo Falcão/Petrobras

Apesar de o governo tentar influenciar diretamente na gestão da Petrobras e de ter trocado três vezes seu comando nos últimos dois anos – duas delas somente em 2022 -, a companhia continua arrumando a casa: agora, a petroleira consegue pagar o juro de sua dívida com apenas 15 dias de geração de caixa. A alta no preço do petróleo ajuda, mas a estatal vem ao longo dos últimos anos reduzindo o tamanho de suas dívidas e colocando dinheiro em negócios que geram maior valor.

Em 2016, ano marcado pela pior relação entre dívida e geração de caixa, a companhia levava 100 dias para ter fluxo de caixa operacional suficiente para pagar o juro de US$ 7,3 bilhões de suas dívidas. Em março de 2022, tendo como base o resultado dos últimos 12 meses, a petroleira empregou apenas 15 dias de seu fluxo de caixa operacional para o pagamento de US$ 1,7 bilhão em juros.

Endividamento da petroleira atingiu o ápice em 2014

Em 2014 foi, no entanto, o ano em que o endividamento bruto da Petrobras chegou ao ápice, atingindo cerca de US$ 160 bilhões, com os contratos de arrendamento que passaram a compor a dívida em 2019. Atualmente, a dívida bruta da Petrobras é de aproximadamente US$ 58,6 bilhões.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 31/05/22, às 16h38

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.